5 soluções para sucesso em Compras Governamentais

Compras Públicas

5 soluções para sucesso em Compras Governamentais

por Governança em Foco

Por Daniele Garcia  – Os portais de compras governamentais, no Brasil, são frutos de investimentos dos Estados em tecnologias capazes de baratear os custos desses processos. Mas pensar apenas na redução de gastos não basta. Os canais online têm o potencial de promover eficiência e transparência. Essa última, uma quebra de paradigma que mostra a força da informação digital.

Os setores privados também lançam mão de compras feitas de forma online. A diferença em relação ao setor público é que, além da garantia do menor preço, os entes governamentais têm o dever, por força de Lei, de permitir o acesso às informações a toda a população.

Número 1 no Brasil

Na opinião de Renzo Colnago, Presidente do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (Prodest), os dados disponíveis em sites públicos, inclusive de compras, não devem ser apenas transparentes, mas precisam ser apresentados de forma fácil e didática à população.

Hoje o Portal da Transparência do Estado – desenvolvido pelo Prodest em parceria com a Secretaria de Estado de Controle e Transparência – é o mais bem avaliado do País, segundo rankings da Controladoria Geral da União (CGU) e da ONG Portas Abertas.

“O portal atual foi lançado do zero, em 2015, ouvindo primeiro a população e com apoio irrestrito do Governador [Paulo Hartung], que queria transparência total nos processos”, conta Renzo Colnago. Esse diálogo entre o Governo e a população começou em oficinas abertas, oferecidas pela Secretaria de Controle.

Hoje, conta Colnago, um software de BI, que roda na raiz da plataforma, possibilita a qualquer pessoa acessar os dados, gerar gráficos e relatórios, transformar as informações em links e postar em redes sociais. A ferramenta processa até 40 milhões de linhas de dados em 2 segundos e, segundo o gestor, não teve custos na sua implantação, por ter sido construído em código aberto.

“Você pode, por exemplo, cruzar gráficos de consumo de combustível, versus número de veículos, versus despesas de táxi e chegar a um relatório único”, exemplifica o presidente, sobre as possibilidades de gerar informações a partir de fontes diferentes na ferramenta.

Compras Governamentais: entraves x melhores práticas

Apesar de todos os esforços e investimentos, ainda pode haver obstáculos à utilização plena e eficaz do ambiente online para as compras públicas. A cada um desses entraves, relacionamos algumas sugestões que podem ser aplicadas pelos órgãos públicos:

ProblemasSoluções
Falta de recursos em TIParcerias intragovernamentais com empresas públicas de TI, inclusive de outras esferas de Governo.

Buscar referências com órgãos de outros Estados e/ou Municípios. Muitas vezes, soluções de TI adotadas em um lugar podem ser replicadas em outro com baixo ou nenhum custo.

Falta de habilidade dentro do órgão públicoO benchmarking com outros órgãos funciona da mesma forma para capacitar servidores, por meio de parcerias para treinamentos e workshops.
Resistência a mudançasBuscar apoio de outros entes de Governo.

Desenvolver indicadores de desempenho.

Incentivar uma cultura proativa (treinamento/consultoria).

Cultura do sigiloEliminá-la totalmente da equação. Essa postura não cabe em um ambiente de transparência, tão necessário às relações públicas, público-privadas e entre o Governo e a população.
Falta de consciência e educação da populaçãoCampanhas incentivando a população a fazer uso dos portais.

Participação dos órgãos responsáveis por Compras Governamentais em eventos do setor.

Promoção da cidadania

A partir do momento em que a população tem acesso às informações de compras públicas governamentais, o ente de governo passa a assumir um papel não apenas informativo, mas educativo.

Nesse sentido, a inclusão (digital e participativa) dos cidadãos passa a ser fundamental nos processos decisórios do Governo.

Assim, para estimular a transparência e a participação cidadã, os órgãos responsáveis por compras governamentais devem se pautar sobre:

a divulgação da informação; o acesso à informação; e o convite/inclusão aos cidadãos para acessarem seus canais de compras digitais.

Entre os benefícios das compras públicas eletrônicas, podemos destacar:

– Diminuição nos custos;

– Mais recursos para execução de políticas públicas;

– Transparência;

– Agilidade nos processos;

– Sustentabilidade (menos uso de papel, transporte e energia);

– Organização do mercado;

– Eliminação de barreiras geográficas, facilitada pela tecnologia;

– Histórico organizado e preciso;

– Registro valioso de informações sobre vendedores, compradores e negociações;

– Segurança da Informação (inclusive em se tratando de possíveis contingências).

Você conhece o Programa Brasil Transparente?

Criado em 2013, pela Controladoria-Geral da União, o Programa Brasil Transparente auxilia Estados e Municípios na implementação das medidas de governo transparente previstas na Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo dados da própria CGU, mais de 1.600 adesões de Estados e Municípios foram contabilizadas até 2016.

[Compras Governamentais]

Cadastre-se e receba nossa newsletter

Seu e-mail foi inserido em nossa newsletter.

Feito por Santa Fé/FALOMI