Gestão Pública num mundo efervescente - Governança em Foco

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Gestão Pública num mundo efervescente

por Governança em Foco

A inovação na gestão pública institucional do Estado como facilitador nas prementes necessidades da sociedade contemporânea.

Por Cláudio Gastal, CEOdo MBC – Movimento Brasil Competitivo

Cláudio Gastal foi um dos palestrantes do FOGESP 2018– Fórum de Gestão Pública do CFA em Brasília. Além de presidente do Movimento Brasil Competitivo, é consultor de gestão pública e foi Secretário executivo da Câmara de Políticas de Gestão, desempenho e competitividade da Presidência da República.

Cláudio inicia sua palestra questionando o público presente sobre quem estaria inconformado com a situação que estamos vivendo hoje no Brasil. Explicou que não se trata de Governos A, B, ou C mas, sim, do contexto, das crises: ética, política e econômica que o País atravessa. Toda a plateia levantou a mão.

Explica que esse movimento efervescente não é uma característica apenas do Brasil: é mundial. Citou alguns exemplos dos últimos acontecimentos como as surpresas nas urnas nos EUA, na França entre outros exemplos.

“Há que se analisar melhor esses Movimentos; está havendo um grande questionamento da democracia liberal com temas como: Crescimento da desilusão, povo x democracia”.

  • “Até 1995, 1( um) em cada 16 jovens queriam a intervenção militar, hoje é de 1(um) em cada 6.
  • 2/3 dos mais velhos acreditam na democracia para 1/3 dos jovens que também creem.

Pergunta: “ Para onde estamos indo? Dá para transformar?” Se diz ser, ao mesmo tempo, um inconformado e também um otimista e explica os porquês de uma coisa e de outra.

“ 60% do PIB está no Setor Privado e 40% no setor Público; dos 40% , 2% são para novos  investimentos e o resto é custeio. Se não tivermos a capacidade para gerar um círculo virtuoso de crescimento, não teremos como atender as demandas crescentes”, afirma.

Comenta o fato da sociedade brasileira viver hoje “uma ilusão Fiscal, onde a única forma de romper isso, é trabalhar conhecendo a realidade. Temos que melhorar a Gestão Pública” – afirma.

“O que precisa ser mudado?  qual seria o caminho? Qual é o modelo de Estado que queremos? Perdemos a capacidade de pensar a longo prazo” declara.

“Temos que voltar o diálogo Público e Privado para uma relação mais republicana, no sentido que permita que cada um veja a dificuldade de ambos os lados”.

“Vivemos hoje num emaranhado legal e Institucional no Estado Brasileiro que impede os gestores de bem avançarem”.

Acredita que é preciso fortalecer sim o “compliance”, a transparência mas, segundo ele “é preciso também, rediscutir o papel das Instituições, Ministério Público, Tribunal de Contas, Executivo, Legislativo e Judiciário”.

Finaliza dizendo que sua esperança é que o novo “Protagonismo do cidadão num Estado que permita o processo de interação com o indivíduo – via Plataforma Tecnológica, possa otimizar a interação , a transparência e o fortalecimento da Democracia”.

Confira abaixo a Palestra na Integra, vale a pena!

Confira também  a palestra “A Pirâmide Invertida no Pacto Federativo” da Prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas aqui.

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